Entendendo Alberto e a Cruz


13/03/2008


Escrito por Alberto da Cruz às 00h04
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12/03/2008


Sua

Sua

 

Quero me lançar nos seus braços

Quando chega cansado do trabalho.

Quero me prender no seu corpo suado

E calar sua boca com meus lábios pintados.

 

Quero manchar sua camisa com meu batom

Morder, marcar seu pescoço com minha paixão.

Quero arranhar suas costas, deflorar sua pele,

Fazê-lo gritar de prazer em meio-tom.

 

Quero arrancar feito louca seus botões,

Livrá-lo da roupa que me atormenta o cenho.

Quero emaranhar meus dedos nos seus pêlos,

Abocanhar num delírio insano seu peito.

 

Quero sentir sua língua nervosa em minha orelha,

Ouvi-lo gemer inquieto em meu ouvido.

Quero sufocar de prazer seu grito nervoso

Derreter-me inteira em suas ansiosas mãos.

 

Quero levá-lo ao céu, ver o paraíso,

Numa viagem sem volta ao meu desconhecido.

Quero me entregar inteira, sem nenhum juízo,

Ser sua, sempre sua, somente sua até perder o tino.

 

 

 2008, 03 de março

Escrito por Alberto da Cruz às 23h30
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Às vezes o amor acaba

Às vezes o amor acaba

 

Às vezes o amor acaba

E não há mais o que fazer

A ternura se vai embora

Sem ao menos se despedir.

 

Às vezes o amor acaba

Embora não se queira o fim,

A alegria bate a porta

Sem dizer se um dia volta.

 

Às vezes o amor acaba

E é ruim aceitar que sim.

A felicidade não olha para trás,

Caminha no tempo sem reagir.

 

Às vezes o amor acaba

E não se consola quem chora.

A dor chega sem licença

Sem ligar, somente para ferir.

 

Às vezes o amor acaba

E nada mais importa.

A ilusão breve se evapora

Sem deixar o sonho ressurgir.

 

Às vezes o amor acaba

E a lástima é o que sobra.

A doçura do instante se amarga

Sem que se possa impedir.

 

Às vezes o amor acaba

E a lágrima escorre nervosa.

A calmaria se revolta tempestuosa

Sem que se tente do mar emergir.

 

Às vezes o amor acaba

E não há mais o que fazer,

Embora não se queira o fim.

E é ruim aceitar que sim

E não se consola quem chora.

E nada mais importa.

E a lástima é o que sobra.

E a lágrima escorre nervosa.

 

Às vezes o amor acaba,

A ternura se vai embora,

A alegria bate a porta,

A felicidade não olha para trás,

A dor chega sem pedir licença,

A ilusão breve se evapora,

A doçura do instante se amarga,

A calmaria se revolta tempestuosa.

 

Porque às vezes o amor acaba.

Acaba, enfim.

 

Alberto da Cruz

2007, 09 de dezembro

Escrito por Alberto da Cruz às 23h28
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Minha terra

 

Minha terra é quente como o inferno.

Aqui o sol arde em brasas insuportáveis

E queima a pele como fogo desgraçado,

Só deixando as cinzas lastimosas.

 

Minha terra é bela, apenas pela janela

Quando o mar se avista ao longe

E ilude os tolos, bobos descendo a serra

Futuros afogados nas águas do mistério.

 

Minha terra é uma ilusão hipócrita

De paraíso infernal num sonho malogrado.

Não há anjos bons, só decaídos

Ruflando as asas, emperdenidos.

 

Minha terra de histórias, mitos, lendas;

Nada é verdade na voz do povo,

Somente de mentiras vive o novo

E assim, inútil dizer das utopias.

 

Minha terra, terra erma de ninguém...

Como é quente nesta merda

Que somente aos imbecis convém.

 

 

16/2/2008

Escrito por Alberto da Cruz às 23h27
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Caem minhas lágrimas

 

Caem minhas lágrimas ocultas

Como a chuva estalando em poças

Quando o céu esmorece.

Caem sofridas minhas lágrimas,

Frias como escuras águas

Nas cavernas taciturnas da alma.

 

E se choro, e choro

De certo o revés de um momento

Transluz o sentimento inverso

Avesso a qualquer gesto contrário.

Minhas lágrimas caem como a chuva

Em uma tarde cansada de verão.

 

Põe-se o sol, escurece em mim.

Um negrume opaco cego de tormentos

Soluçando, gemendo, gritando as dores

Sufocadas num buliço nervoso ao caos

Do mundo, do universo inverso íntimo do verso.

 

Não há lua em um céu morto.

Estrelas jazem num vácuo absorto...

Minhas lágrimas de abandono

Caem como a chuva em poças estalando...

...escorrendo...

... matando...

... morrendo...

Em poças amarguradas, sem calma.

 

2008, 04 de Janeiro

Escrito por Alberto da Cruz às 23h25
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Aos de ontem

 

 Meus amores de ontem

Estão todos deitados em silêncio,

Na vaga agitada do meu coração

Como tristes marinheiros perdidos

No mar de meus delírios.

 

Morreram os amores antigos

Em minha lembrança vasta

Como navegantes desgraçados

Num mar de perdição, sem rumo.

 

Naufragadas as velhas paixões

Afundam como barris vazados

No abismo do abandono

No descaso do bravio mar.

 

A escuma leve leva a ternura

Vai à praia, empurrada, a esperança;

Sem vida o corpo das reminiscências se expurga

E aos caranguejos e moscas se aluga.

 

Mas o mesmo mar que leva, traz.

E se a dor morre com o amor de ontem

Navegando em paz vem ao longe

Um sorriso novo pleno de amor.

 

 

11-02-2008

Escrito por Alberto da Cruz às 23h24
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